Insira as leituras da régua nos quatro marcos anatômicos (cabeça femoral, côndilos femorais, platô tibial e plafond tibial) e obtenha comprimentos, discrepância e sugestão de laudo automaticamente.
Unidade:
| Leitura da régua | Direito | Esquerdo |
|---|---|---|
Cabeça femoral leitura no quadril | ||
Côndilos femorais joelho — fim do fêmur | ||
Platô tibial joelho — início da tíbia | ||
Plafond tibial leitura no tornozelo |
Marcos anatômicos e cálculos
Cabeça femoral — linha tangente ao ponto mais alto da cabeça do fêmur.
Côndilos femorais — linha tangente aos côndilos distais do fêmur (fim do fêmur).
Platô tibial — linha na superfície articular proximal da tíbia (início da tíbia).
Plafond tibial — linha na superfície articular distal da tíbia.
O M.I. é o comprimento funcional direto (cabeça femoral → plafond tibial) e inclui a interlinha articular do joelho, sendo por isso ligeiramente maior que a soma de fêmur + tíbia. Os valores segmentares (fêmur, tíbia) identificam a origem da discrepância; o M.I. total reflete a assimetria clínica em ortostatismo. Esta definição segue Farill (1953) e corresponde ao comprimento funcional descrito pelo ACR (RadElement/Define-AI).
Classificação da dismetria
< 5 mm — sem dismetria significativa. 5–9 mm — discreta. 10–19 mm — leve. 20–49 mm — moderada. ≥ 50 mm — acentuada.
Referências
A escanometria é o método radiográfico padrão para medir com precisão os comprimentos dos segmentos dos membros inferiores. Uma régua radiopaca milimetrada é posicionada ao longo dos membros, e leituras são realizadas em quatro níveis articulares: cabeça femoral (quadril), côndilos femorais (fim do fêmur), platô tibial (início da tíbia) e plafond tibial (tornozelo).
O comprimento femoral é a diferença entre a leitura da cabeça femoral e a dos côndilos; o tibial, entre o platô e o plafond; e o membro inferior total, entre a cabeça femoral e o plafond. Essa metodologia de quatro pontos permite identificar em qual segmento — fêmur, tíbia ou ambos — o encurtamento predomina, informação essencial para o planejamento terapêutico.
A escanometria (radiológica) mede os comprimentos ósseos reais com uma régua radiopaca na imagem, sendo mais precisa que a medida clínica com fita métrica, que sofre influência de tecidos moles, posição pélvica e contraturas. É o padrão para planejar correções cirúrgicas.
Quatro pontos permitem calcular separadamente o comprimento femoral e o tibial, e não apenas o membro inferior total. Isso identifica em qual osso ocorre o encurtamento, o que é decisivo para escolher a técnica cirúrgica (p.ex., epifisiodese femoral versus tibial, ou alongamento do segmento correto).
Diferenças abaixo de 5 mm são geralmente assintomáticas. Entre 5 e 20 mm costuma-se usar compensação com calço/palmilha; acima de 20 mm considera-se intervenção cirúrgica; acima de 50 mm frequentemente indica alongamento ósseo.
Sabharwal S, Kumar A. Methods for assessing leg length discrepancy. Clin Orthop Relat Res. 2008;466(12):2910–2922.
Sabharwal S, et al. Computed radiographic measurement of limb-length discrepancy. J Bone Joint Surg Am. 2006;88(10):2243–2251.
Paley D, et al. Multiplier method for predicting limb-length discrepancy. J Bone Joint Surg Am. 2000;82(10):1432–1446.
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