Calculadora O-RADS RM

Ressonância Magnética

Classificação de risco de massas anexiais à ressonância magnética pelo sistema O-RADS MRI (v2022), em fluxo de árvore de decisão: responda passo a passo e obtenha a categoria (0 a 5), o risco de malignidade e a sugestão de laudo.

Tipo de achado

O ponto de partida da classificação O-RADS RM.

Localização (opcional)
Medidas (cm) — opcional
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Texto sugerido:

O O-RADS MRI padroniza o relato e o risco de malignidade de massas anexiais à ressonância magnética. A classificação segue uma árvore de decisão cujo eixo central é a presença de tecido sólido com realce e, quando presente, a curva de realce dinâmico (DCE/TIC): curva tipo 1 corresponde a O-RADS 3, tipo 2 a O-RADS 4 e tipo 3 a O-RADS 5. Tecido homogeneamente escuro em T2 e em DWI ("dark T2/dark DWI") é considerado benigno (O-RADS 2).

As categorias associam-se a um valor preditivo positivo (PPV) aproximado de malignidade: O-RADS 1 (ovários normais), O-RADS 2 (quase certamente benigno, PPV < 0,5%), O-RADS 3 (baixo risco, ≈ 5%), O-RADS 4 (intermediário, ≈ 50%) e O-RADS 5 (alto risco, ≈ 90%). A categoria 0 indica exame incompleto. A ferramenta gera a categoria, o risco e um texto de laudo editável a partir das respostas.

Na prática, meta-análises recentes mostram taxas de malignidade um pouco acima das estimativas originais (≈ 0,1% na categoria 2, ≈ 6% na 3, ≈ 60% na 4 e ≈ 96% na 5). Atenção a dois pitfalls: até ~17% das malignidades podem ser enquadradas como O-RADS 3 por não exibirem tecido sólido com realce (avaliar irregularidades murais e a DWI/ADC), e a categoria 4 é heterogênea, podendo se beneficiar de correlação clínica e marcadores como o CA-125.

Perguntas frequentes

Para que serve o O-RADS RM?

Para estratificar o risco de malignidade de massas anexiais indeterminadas ao ultrassom, padronizando o laudo de ressonância e orientando seguimento ou encaminhamento. A RM aumenta a especificidade na caracterização de lesões anexiais.

Como a curva de realce (TIC) define a categoria?

Para lesões com tecido sólido que realça, a curva tempo-intensidade do estudo dinâmico (DCE) define o risco: tipo 1 (ascensão gradual) → O-RADS 3; tipo 2 (moderada com platô) → O-RADS 4; tipo 3 (íngreme acima do miométrio com platô/washout) → O-RADS 5. Sem DCE, compara-se o realce ao do miométrio aos 30–40 s (≤ miométrio → 4; > miométrio → 5).

O que é considerado tecido sólido no O-RADS MRI?

Projeção papilar, nódulo mural, parede ou septo irregular e porções sólidas que realçam. Tecido homogeneamente hipointenso em T2 e em DWI (dark T2/dark DWI) NÃO conta como sólido suspeito e indica benignidade (O-RADS 2), como em fibromas.

O O-RADS RM 3 exclui malignidade?

Não. Cerca de 17% das malignidades podem ser classificadas como O-RADS 3 por não apresentarem tecido sólido com realce, abrigando focos invasivos microscópicos. Diante de irregularidades murais ou restrição à difusão (DWI/ADC), reconsidere a categoria e o seguimento. Cisto hemorrágico na pós-menopausa também é incomum e deve sempre levantar suspeita.

Referências

  • Thomassin-Naggara I, et al. Ovarian-Adnexal Reporting Data System Magnetic Resonance Imaging (O-RADS MRI) Score. JAMA Netw Open. 2020;3(1):e1919896.

  • Sadowski EA, et al. O-RADS MRI Risk Stratification System: Guide for Assessing Adnexal Lesions from the ACR O-RADS Committee. Radiology. 2022;303(1):35–47.

  • Lee S, et al. Diagnostic Performance of the O-RADS US and MRI: a systematic review and meta-analysis. Radiology. 2023. (taxas de malignidade consolidadas por categoria)

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